O AMOR É LINDO!!! (Mas será só isso???)
Será que o amor se resume à carinho? (No cartoon evangélico acima, referência bíblica sobre o tema).
A
Paz do Senhor Jesus Cristo esteja contigo!
Como estamos no mês de aniversário do Blog O Semeador, gravei um vídeo e publiquei no "Youtube" algumas palavras a respeito do blog. Em vez de minha "foto", coloquei o vídeo...
Hoje,
quero falar de amor. Haverá, com certeza, alguém que
dirá que estou em um “surto romântico” devido a
proximidade do meu casamento – mas não é nada disso!
Na
verdade, a palavra “amor” tem sido de tal forma deturpada e mal
empregada, que quando alguém fala que vai falar de amor acaba
sendo mal interpretado. O amor é o CENTRO de todo Evangelho!
Aliás, vou além: TODA a Bíblia, de Gênesis
à Apocalipse, está tratando a respeito de um único
assunto: o Amor!
Se
Deus é Amor (I João 4.8), logo as Sagradas Escrituras,
que tratam do relacionamento de Deus com o homem, fala
fundamentalmente de Amor, que é a essência de Deus!
Lembro
que tenho tratado desse assunto, o amor, em vários textos
neste blog... Minha preocupação especial é com o
esfriamento do amor dos últimos dias, previsto por Jesus
(Mateus 24.12). Vejo que, de fato, a iniquidade tem se multiplicado,
e verdadeiramente o amor tem se esfriado! Isso é assustador!
Isso é muito triste! E mais triste ainda é que muitos
tentam “tapar o sol com a peneira” e fazer de conta que o assunto
não é sério nem importante...
Sim,
“o amor é lindo”... Mas não se resume nisso! Amor é
assunto sério!
O
que é amor?
Dirão
alguns: “É uma escolha.” Sim! É! Mas, antes de
tudo, para entender o que é o amor, precisa-se entender-se que
o amor é o que chamamos de “sentimento”.
Amor
é, prá começar, um “sentimento”.
“Sentimento”
não é uma reação momentânea à
um estímulo imediato... Os sentimentos vão muito além
das reações!
“Sentimento”
não é “emoção”, que te liga a um
evento ou circunstância: os sentimentos são muito mais
duradouros, e não são nem eventuais nem
circunstanciais: os sentimentos são estáveis!
Um
sentimento não é uma “paixão”, que de tão
intenso torna-se instável: os sentimentos são
confiáveis e moderados.
O
amor é, primeiramente, um “sentimento”! Os “sentimentos”
são afetos que nos ligam a um senso de propósito,
estável, duradouro e moderado.
O
amor é o sentimento que te liga ao propósito de fazer o
“objeto amado” feliz, e este propósito é mantido
indiferente das circunstâncias ou eventos! Pode mudar-se as
circunstâncias, pode surgir novos eventos, mas o propósito
de fazer feliz ao outro permanece inalterado! Isso é amor!
Daí,
é preciso definir o que é “felicidade”. Felicidade
é mais do que “alegria”! Felicidade é mais do que
“contentamento”! O contentamento (ou satisfação)
passa quando aquilo que proveu a satisfação acaba. A
alegria acaba quando a tristeza chega... Felicidade é mais do
que alegria ou satisfação! Felicidade é ser,
estável e permanentemente, satisfeito com a própria
vida, indiferente das circunstâncias (frustrações
ou carências)! As tristezas não podem roubar a
felicidade!
“Alegre”
se ESTÁ... (circunstancialmente)
“Satisfeito”
se ESTÁ... (eventualmente)
No
entanto, FELIZ A GENTE “É”. Não se “está”,
simplesmente... Mas “é”, estável e permanentemente.
(Para
leitores de outros idiomas: nas duas primeiras frases acima, o verbo
“ser” aparece indicando uma necessidade circunstancial e
temporária. Na terceira frase, o verbo “ser” indica
permanência, continuidade e estabilidade.)
AMOR
é o afeto que te liga ao propósito de fazer o outro
feliz!
Existe,
basicamente, dois tipos de amor: o amor “inclusivo” e o amor
“exclusivo”. Ambos são necessários! O “amor
inclusivo” é o sentimento que liga as pessoas a grupos,
fazendo-as sentir-se parte de algo compartilhado. Já o “amor
exclusivo” é o tipo de amor especial, compartilhado
exclusivamente entre aqueles que se amam, deixando de fora os outros.
Um exemplo de amor “inclusivo” é o amor fraternal que a
igreja deveria ter, fazendo com quem fosse “de fora” pudesse se
sentir “de dentro”, acolhido como irmão. Um exemplo de
amor “exclusivo” é o amor conjugal, vivenciado somente
entre esposo e esposa, e mais ninguém.
O
AMOR exige auto-renúncia, pois é necessário
sacrifícios pessoais para ajudar a conduzir o ser amado à
felicidade. Amor é renunciar-se a si mesmo para fazer o outro
feliz!
Jesus
fez isso: abriu mão da Sua Glória, habitando na carne
por 33 anos, padecendo necessidades, sendo frustrado de diversas
maneiras, sendo traído, julgado injustamente, açoitado
e morto de forma dolorosa, aflitiva e vergonhosa... Para quê?
Para quê nós, cada um de nós, tivéssemos o
direito de sermos perdoados dos pecados e ter a herança da
vida eterna! A renúncia e sofrimento d'Ele conquistou a nossa
felicidade! Ele, de fato, nos amou e nos ama!
Mas
“amor” não é aquela “coisinha meiga” e
“pegajosa”! O inimigo tem se esforçado – e conseguido! -
deturpar o conceito e a aplicação da palavra “amor”!
Por
quê Jesus virou a mesa do templo, açoitando os
cambistas? POR AMOR! Quem ama repreende!
Por
quê Jesus repreendeu severamente os fariseus? POR AMOR! Quem
ama, exorta!
Por
quê um pai leva uma criança para tomar uma injeção
de vacina? Por amor! Pode a criança chorar, reclamar, se
revoltar... Mas um pai que ama vai superar toda a queixa e firmar-se
no propósito de vacinar seu filho, mesmo que doa e que ele
reclame e se revolte!
O
amor pode ser lindo, e é! Mas não é só
isso! O amor é responsável e firme nos seus propósitos!
Não tem como alguém ser verdadeiramente feliz se
estiver no caminho errado, escravizado pelo pecado... Logo, se amamos
alguém JAMAIS nos conformaremos com seus erros, e o
repreenderemos até duramente, se necessário, para que
se corrija!
As
pessoas confundem “amor” com “carinho”. “Carinho”, sim, é
algo doce e meigo: é uma emoção que te leva a
AGRADAR ao outro. O amor tem, sim, momentos de carinho... Mas muitas
vezes, por amor, é necessário “desagradar” à
pessoa amada: dizer não, repreender e exortar. Não há
carinho, nem agrado, aí: há uma necessidade de firmeza
contra um mal que está prestes a se instalar na vida de uma
pessoa.
Quando
criança, ouvi uma história a respeito de lenhadores,
que teria acontecido na primeira metade do século XX. Estavam
lenhadores trabalhando em uma floresta, em lugar ermo, há
muitos quilômetros de qualquer cidade, e havia uma criança,
filha de um lenhador, junto ao acampamento. A criança foi
picada na mão por uma serpente venenosíssima, e
morreria em poucos minutos. O pai da criança, ao ver a morte
iminente de seu filho, ajoelhou-se sobre os ombros do filho,
prendendo-o firmemente ao chão, e amputou a machado o braço
da criança, enquanto dizia: “Calma, filho! Sou eu, teu pai!
É teu pai que está fazendo isso! Calma!”. Com o braço
amputado, conseguiram levar a criança até o hospital e
foi salva. Se não tivesse sido amputado o braço, o
veneno teria chegado ao resto do corpo e matada a criança em
poucos minutos.
Que
crueldade de um pai extirpar o braço de seu próprio
filho!
Crueldade,
nada!!! Amor!
Amor
tem momentos de carinho, de douçura... Mas amor também
tem momentos de dureza! O propósito é fazer o outro
feliz, e a felicidade requer alguns sacrifícios e algumas
dores...!
O
Amor é a essência de Deus, e Deus exorta àqueles
que ama!
Em
I Coríntios 13, o Espírito Santo usa o Ap. Paulo para
dizer-nos que, sem amor, tudo o que fizermos é em vão!
Podemos pregar, operar milagres, doar nossos bens e até sermos
“martirizados”, mas se tudo isso não for motivado por um
amor genuíno pelas almas, todo esse esforço foi
perdido!
Deus
nos diz, neste mesmo trecho das Sagradas Escrituras, que o amor
tolera sofrimentos, espera pacientemente, é benigno,não
é invejoso, nem suspeita mal – não é
desconfiado. Mais do que isso, diz também que O AMOR NÃO
FOLGA COM A INJUSTIÇA, ou seja: quem ama não dá
espaço para que o amado seja injusto ou ímpio! O
verdadeiro amor corrige as injustiças!
Mas
tem mais um aspecto do amor: O AMOR É UM MANDAMENTO (Mateus
22.37-39; João 13.34-35; Romanos 13.9-10), portanto, QUEM NÃO
AMA PECA!
Quem
não perdoa, peca!
Quem
não ajuda, peca!
Quem
prejudica seu semelhante, peca!
Quem
não exorta e corrige quando percebe que seu semelhante está
no erro, peca!
Quem
não renuncia a si mesmo para que o outro seja feliz peca!
Amor
é mandamento! Quem não ama, quebra um Mandamento, e
está em pecado! E seestá em pecado, está
afastado de Deus. E se está afastado de Deus, perdeu sua
Salvação!
É
isso que está escrito: se não tivermos amor, não
temos nada! Tudo o que fizermos, sem amor, de nada se aproveita!
Somos
imperfeitos, mas o amor nos vincula à perfeição
(Colocenses 3.14)!
Somos
pecadores, mas o amor nos liga à misericórdia de Deus
(I Pedro 4.8)!
Mas
sejamos sinceros: NÃO AMAMOS!
Não
amamos ao nosso próximo,e no mesmo sentido, não amamos
de fato a Deus!
A
conseqüência de amar, verdadeira e profundamente a Deus, é
termos comunhão com Ele e, assim, produzir o fruto do amor em
nossas vidas, amando ao nosso semelhante como Jesus amou! Se não
amamos aos outros é porque não temos comunhão
verdadeira com Deus!
Não
importa em quantos cultos vamos por semana! Não importa
quantos títulos tenha sido nos dado! Não importa quanto
o nosso ministério é reconhecido! Se não somos
capazes de amar, não temos comunhão com Deus! O amor é
um fruto da comunhão com Deus!
O
amor foi derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo (Romanos 5.5), mas cabe à nós a decisão de
colocar em prática!
Jesus
não cobraria de nós algo que não pudéssemos
fazer: se Ele MANDOU-NOS amar-nos uns aos outros como Ele amou, é
porque há em nós o potencial para fazê-lo! E há:
o Espírito Santo habita em nós!
Como
Jesus amou-nos? Renunciando a Si Mesmo para nos dar amor da forma que
precisamos, sem se importar de quem somos, sem acepção,
e da forma adequada à cada um!
(Sim,
porque somos todos diferentes e vivenciamos o amor de maneiras
diferentes!)
Amar
como Jesus amou e abrir mão de si mesmo e buscar manifestar o
amor da maneira que o outro receba e necessidade, sem fazer acepção
entre “ímpio”, “justo”, “amigo”, ou “inimigo”!
Devemos
amar nossa família e nossos co-irmãos de igreja,
acolhendo-os, apoiando-os e sustentando-os (também
reprendendo-os) em amor! Mas também devemos amar os que nos
são desconhecidos, e os “de fora da igreja”, para que eles
possam ser incluídos no amor que vivemos!
Mais
do que isso, devemos amar os que nos perseguem, nos fazem mal...
Devemos amar nossos inimigos!
Estou
exagerando? Estou sendo “idealista” ou “fanático”? Não
brigues comigo! Brigues com quem escreveu a Bíblia, porque
foram estas palavras de Jesus: amar os inimigos! E Ele cobrou isso de
nós, mas também Ele viveu isso: amou seus inimigos,
inclusive a mim e a ti, rebeldes, incrédulos e pecadores!
Pode
ser que hoje eu ainda não consiga amar como Jesus amou... Mas
isso não me dá desculpa para não buscar fazê-lo
mais e mais a cada dia! Há em nós o potencial do
Espírito Santo para amar... Não podemos nos “conformar”
ou “resignar” com nosso DESAMOR! Devemos, do contrário,
nos ARREPENDER DO DESAMOR e lutar conosco mesmo para que o Espírito
Santo nos quebrante o coração e nos transforme, nos
fazendo capazes de amar a cada dia!
Não
espere para amanhã: decida AMAR HOJE!
Amar
hoje mais e melhor que ontem!
Amar,
mesmo sem se sentir amado...
Amar
a “quem merece” (nossos amigos) e a “quem não merece”
(nossos inimigos).
Se
fosse impossível, Jesus não teria deixado o Amor por
mandamento!
Não
é impossível! É difícil, mas não é
impossível!
Comecemos,
então!
Agora!
Já!
Que
o Amor de Deus se manifeste através de tua vida, em Nome de
Jesus!
Forte
abraço!
Ev.
Danielson
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A um bom tempo Deus tem ministrádo
ResponderExcluirem meu coração sobre seu amor incondicional
e tão precioso que ele sente por nós! Lendo
esse texto percebo que existem mais pessoas que
percebem e tentão viver o amor como Jesus viveu
e vive hoje e veverá para sempre!!
Josi Trindade.
joseanemagape@hotmail.com