NOTÍCIAS - Um dia na prisão
Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. (I Coríntios 1.3)
Pessoal, gostaria de compartilhar com vocês algo que li e me tocou bastante.
Me fez perceber o quão importante é orarmos uns pelos outros e também nos firmamos na ROCHA, que é Cristo.
Li no site do Portas Abertas, sobre o relato de um pastor americano, chamado Saeed Abedini. Que está preso no Irã há dois anos e meio, por confessar sua fé em Jesus Cristo.
O relato é feito através de informações que ele compartilhou com a sua família e de detalhes contados por outros presos, uma espécie de 'diário' foi feito, como se o próprio Pr. Saeed estivesse contando como é um dia de sua vida na prisão de Rajaei Shahr, na cidade de Teerã.
Confira na íntegra o relato:
- Clamemos a Deus pela vida do pastor Saeed e por sua família, que assim como muitos outros cristãos estão presos por crerem em Jesus. Ore para que em Jesus permaneçam firmes e para que consigam justiça e liberdade!
Fiquem na paz,
Pâmela Cyrino
Pessoal, gostaria de compartilhar com vocês algo que li e me tocou bastante.
Me fez perceber o quão importante é orarmos uns pelos outros e também nos firmamos na ROCHA, que é Cristo.
Li no site do Portas Abertas, sobre o relato de um pastor americano, chamado Saeed Abedini. Que está preso no Irã há dois anos e meio, por confessar sua fé em Jesus Cristo.
O relato é feito através de informações que ele compartilhou com a sua família e de detalhes contados por outros presos, uma espécie de 'diário' foi feito, como se o próprio Pr. Saeed estivesse contando como é um dia de sua vida na prisão de Rajaei Shahr, na cidade de Teerã.
Confira na íntegra o relato:
8h
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| Pastor Saeed Abedini |
Acordo depois de uma noite sem
dormir, sem saber o que o dia me prepara. Será que hoje algum de meus
companheiros de prisão será arrastado para a forca? Será que algum preso
roubará meus pertences? Será que um guarda me ameaçará pedindo para que eu
negue minha fé e retorne ao islamismo?
Começo a preparar minha mente
buscando forças para o novo dia, mas meus pensamentos são interrompidos quando
os guardas chegam para a contagem. Para eles, eu não sou um homem, mas apenas
outro número. Fico pensando se devo voltar a cabeça no travesseiro e dispensar
o café da manhã, mas chego à conclusão de que, se o fizer, terei pouco alimento
para me sustentar durante todo o dia. A realidade me atinge bruscamente todas
as manhãs, despertando-me de meus sonhos de família e liberdade. O sono é
incrivelmente sedutor, porque é nesse momento que escapo temporariamente da
realidade da vida na prisão. O sono também me ajuda a passar o tempo e evitar
tensões com outros prisioneiros.
Há dias em que não tenho forças
para sair da cama, mas felizmente hoje não é o caso. Começo meu dia orando para
acalmar minha mente e me lembrando das promessas de Deus.
10h
Vou tomar banho. Parece algo
simples, mas aqui, com instalações limitadas e um problema sério de
superlotação, é uma bênção poder se lavar, apesar da sujeira do banheiro. Veja só, existem apenas três chuveiros para
cerca de 80 detentos em minha seção. Na prática, isso significa que eu posso
tomar banho mais ou menos uma vez por semana. A água é fria, mas eu sou grato.
11h
Depois do banho, penso se
devo voltar ao meu cantinho na cela ou tentar me juntar aos outros
prisioneiros. São cerca de 80 pessoas no meu pequeno quarto construído para 20,
mas tenho um canto onde eu posso orar e evitar conflitos com outros
prisioneiros.
Antigamente eu podia fazer cruzes
de papel para pendurar na minha cama, uma espécie de pequeno santuário, mas os
guardas proibiram tais exposições. Ao mesmo tempo em que os dias passam mais
rápido quando me reúno com os meus irmãos, essa atividade tem ficado cada vez
mais difícil. Alguns prisioneiros veem minha presença como uma ameaça, pois não
sou apenas um convertido ao cristianismo, mas também um americano. Essa tensão
só tem crescido enquanto os Estados Unidos e o Irã estão em negociação. Hoje
resolvi ficar no meu pequeno espaço, sozinho com meus pensamentos.
12h
Os guardas nos agrupam para
levar para o pátio. O pátio é como uma cela de concreto ao ar livre, mas é a
minha única oportunidade de sentir o sol no rosto. Ficar ao ar livre é um luxo
oferecido diariamente; mas no ano passado, em muitos dias eu tive que evitar,
pois foi lá que alguns prisioneiros associados a grupos terroristas islâmicos
ameaçaram me matar. As tensões são fortes com prisioneiros que se opõem a minha
fé e conversão do islã. E por causa dos acontecimentos geopolíticos recentes,
minha cidadania se tornou uma fonte de tensão. A luz solar me atrai, mas sei
que colocar os pés lá fora me coloca em situação de grande risco. Por isso que
hoje eu evito o conflito e decidi que a luz do sol não vale o risco.
14h
Na condição de prisioneiros,
somos responsáveis por manter a ala e por cumprir cada tarefa e função a nós
atribuídas. Mas mesmo com essas tarefas que desempenhamos, o grande número de
pessoas e a falta geral de cuidados com as instalações criaram condições
desumanas e insalubres. Nosso banheiro, do qual estou encarregado pela limpeza
hoje, não é mais do que um buraco no chão. Toda tentativa de limpar o banheiro
é inútil, já que está com vazamentos de fezes e urina do banheiro. Enquanto eu
limpo, tento ponderar os fatos cantarolando músicas de adoração. Em meio a esta
sujeira, lembro-me da profundidade da minha própria imundície que Jesus levou
por mim, morrendo na cruz.
17h
Meu estômago começa a sentir
as dores terríveis da fome. A porção de pão e queijo do café da manhã não me
sustentou durante o dia. Além dessas dores de fome, também busco
desesperadamente um alívio para as dores no meu abdômen - lesões que sofri de inúmeros
espancamentos na prisão ao longo dos anos. O nível de dor tem variado nos
últimos anos, mas hoje em dia ela é forte. Infelizmente, os analgésicos leves
que inibem a intensidade da minha dor já acabaram há muito tempo. Os médicos da
prisão disseram-me que não fornecerão nenhum medicamento extra para os meus
ferimentos internos. Então, hoje vou recorrer à única fonte que conheço para
ajudar a minha dor - vou ao encontro de Deus.
18h
Pela segunda vez hoje, devo
entrar na fila para ser contado pelos guardas.
19h
Quando um prisioneiro chega,
tem apenas as vestes e um pouco de dinheiro que tinha no bolso no momento em
que foi detido. Depois de passar pela quarentena obrigatória, o detento se
integra ao grupo e deve adquirir as coisas de que precise da loja da prisão.
Devemos comprar os nossos próprios pratos e utensílios para comer, nossos
cobertores para nos aquecer no inverno frio, nossas roupas de baixo e nossos
produtos de higiene pessoal. Assim, alguns prisioneiros afastados da família
têm muito pouco recurso e comem a sua comida em recipientes de plástico
cortados, de garrafas de leite usadas e de produtos de limpeza. Hoje me sinto
abençoado por minha família ter colocado dinheiro suficiente na minha conta da
loja para que eu pudesse adquirir minha própria tigela e colher. Para o jantar,
recebo uma única batata ou uma tigela de arroz com um pouco de molho. O jantar
de hoje é - arroz com algo que tem gosto de molho de soja. Dos dois anos e meio
vivendo aqui, a prisão só disponibilizou proteínas, que deviam ser compradas na
loja, por 2 meses. A última vez que comi proteína foi há mais de 7 meses. A
água potável também é um item raro. Já faz meses que tenho que beber água da
torneira – tenho que deixar a água descansar para que os sedimentos se assentem
antes que eu remova a água de cima. Posso dizer que a falta de alimentos
nutritivos tem trazido consequências sobre a minha força e saúde.
21h
O sol se pôs e o dia está
terminando. Volto para a minha cela e tento encontrar algo para ocupar minha
mente. O quarto é extremamente lotado e escuro. Há uma pequena janela perto da
minha cama, sem vidro e barras de aço. É terrível ter a janela quebrada durante
os meses de inverno, por isso estou grato pelo fato de o tempo estar
esquentando. Antes de me acomodar, tenho que verificar regularmente as camas,
já que a prisão está infestada de baratas e ratos. Algumas semanas atrás, fui
pegar um lenço na minha caixa - e descobri um rato morando lá dentro.
0h30
Luzes apagadas. Enquanto
procuro dormir, o sono me foge. Nas últimas semanas, o número de execuções na
prisão aumentou consideravelmente. Tento fechar meus olhos e evitar os sons e
as imagens da morte. Tento convencer minha mente a reconhecer que eu posso
parar meus pensamentos sobre minha realidade e voltar aos meus sonhos, onde
estou reunido com minha esposa e meus dois filhos lindos. Tento contar os dias
da semana e me agarro à esperança de que vou conseguir ter uma visita da minha
família iraniana na quarta-feira - são nessas visitas que vejo fotos dos meus
filhos crescendo. Nessas visitas, recebo palavras de encorajamento de todos os
meus irmãos e irmãs em Cristo que se comprometeram a orar pela minha liberdade.
O American Center for Law and Justice (ACLJ), organização dedicada a defender os direitos de liberdades constitucionais garantidos pela lei, continua a trabalhar no Irã para garantir a liberdade do pastor Saeed. O ACLJ representa a esposa do pastor Saeed, Naghmeh, e seus dois filhos pequenos que vivem em Idaho.
- Clamemos a Deus pela vida do pastor Saeed e por sua família, que assim como muitos outros cristãos estão presos por crerem em Jesus. Ore para que em Jesus permaneçam firmes e para que consigam justiça e liberdade!
Fiquem na paz,
Pâmela Cyrino
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